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Planilha da Transição

A troca de PIS/COFINS, IPI, ICMS e ISS por CBS, IBS e Imposto Seletivo, simulada ano a ano de 2026 a 2033: carga efetiva, créditos, preço de equilíbrio e caixa sob split payment — direto no navegador, sem Excel.

Preencha as Premissas com números do seu DRE e navegue pelas abas: a simulação recalcula na hora. Sem tempo? Carregue um exemplo preenchido. Seus dados ficam somente no seu navegador.

Empresa e receita

O ponto de partida é o seu DRE de 2025: faturamento e o perfil de quem compra de você.

Informe e preenchemos razão social e setor com os dados públicos da Receita.
Receita bruta anual consolidada.
Clientes no Lucro Real/Presumido aproveitam o crédito de CBS/IBS. Consumidor final e Simples, não.
Simples Nacional: o DAS continua existindo após a Reforma e não é substituído por CBS/IBS. Esta planilha simula a operação no regime regular — útil para avaliar a migração (a LC 214 permite ao Simples recolher IBS/CBS “por fora” para transferir crédito cheio ao cliente B2B) ou o crescimento além do teto. Informe abaixo a carga efetiva que a empresa teria no regime regular, ou o DAS efetivo no campo “Outros”.

Carga atual sobre vendas (% do faturamento, líquida de créditos)

Informe a carga efetiva de cada tributo — o que a empresa de fato desembolsa, já descontando créditos, como sai do seu DRE.

Cumulativo: 3,65% · Não-cumulativo: 9,25% menos créditos.
Débitos menos créditos, sobre a receita total.
2% a 5% sobre a receita de serviços.
Zerado a partir de 2027, exceto Zona Franca de Manaus.
DAS, CPRB e regimes que continuam após a Reforma (fator constante).
PIS/COFINS monofásico e ICMS-ST concentram o tributo no fabricante — por isso sua carga efetiva é baixa hoje. CBS/IBS acabam com esses regimes.
Carga atual total:

Custos, folha e lucro (para a visão de margem líquida)

Com estes dois campos, a planilha fecha a DRE ano a ano — do faturamento ao lucro líquido — e mostra o que a transição faz com a sua margem, incluindo o custo financeiro do split payment. Deixe em branco se quiser só a visão de carga.

CMV/CPV, serviços contratados, despesas gerais e financeiras — % do faturamento. A parcela com nota de PJ do regime regular deve estar também no campo de créditos.
Salários, pró-labore, INSS patronal, FGTS e demais encargos — % do faturamento. Folha não gera crédito de CBS/IBS.

Novo sistema — CBS, IBS e créditos

No IVA dual o crédito é amplo: toda compra com nota de fornecedor do regime regular gera crédito integral. Folha, pró-labore e compras sem nota, não. Fornecedor do Simples transfere só o que pagou dentro do DAS.

% do faturamento em mercadorias, insumos, serviços PJ (regime regular), energia, aluguel PJ, frete, TI…
Confirme o enquadramento por NCM/NBS nos anexos da LC 214.
A partir de 2027, sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Não gera crédito.
Cenário de alíquotas de referência (CBS + IBS)
As alíquotas de referência serão fixadas por resolução do Senado e recalibradas durante a transição. Em 2026 vigora a fase-teste: CBS 0,9% + IBS 0,1%, compensáveis com PIS/COFINS — quem cumprir as obrigações acessórias fica dispensado do recolhimento. A EC 132 prevê avaliação quinquenal com teto de referência de 26,5% (CBS + IBS): se a projeção passar disso, o Poder Executivo deve propor corte de regimes favorecidos.

Prazos e caixa

Com o split payment (LC 214, arts. 31–35), CBS e IBS são separados na liquidação financeira da venda. O desembolso do tributo muda de data — e isso mexe no capital de giro.

Da emissão da nota até pagar a guia (ICMS/PIS/COFINS ≈ dia 20–25 do mês seguinte ⇒ ~40 dias).

Carga tributária por ano

Tributos atuais minguando, CBS e IBS entrando. A linha tracejada é a sua carga de hoje.

Tributos atuais (PIS/COFINS, IPI, ICMS, ISS) CBS (líquida de créditos) IBS (líquido de créditos) Carga de hoje

A planilha — tributo a tributo, ano a ano

Valores anuais em R$ mil. PIS/COFINS e IPI saem em 2027; ICMS e ISS caem 10 pontos ao ano de 2029 a 2032 e acabam em 2033; CBS e IBS entram no ritmo espelhado.

Memória de cálculo do novo sistema (débitos, créditos e saldo credor)

Débitos = faturamento × alíquota do ano × (1 − redução do enquadramento). Créditos = compras creditáveis × alíquota padrão do ano. Em 2026, o 1% teste é compensável com PIS/COFINS (efeito líquido zero para quem apura).

Preço de equilíbrio, ano a ano

Hoje seus tributos estão embutidos no preço (“por dentro”). CBS e IBS são destacados “por fora”. Para manter a mesma receita líquida por venda, o preço-base muda — e o efeito é diferente para quem toma crédito (B2B) e para o consumidor final.

Preço atual = 100. Preço-base: valor da sua nota, sem CBS/IBS. Preço cheio (B2C): o que o consumidor final desembolsa, com CBS/IBS por fora. Custo líquido B2B: o que custa para um cliente do regime regular, que recupera CBS/IBS como crédito. A conta mantém sua receita líquida por unidade constante e não considera reação de demanda.

Leitura estratégica

Split payment: quando o tributo sai do caixa

Necessidade adicional de giro = (CBS+IBS+IS líquidos do ano ÷ 12) × dias de antecipação ÷ 30. É um degrau: consome caixa uma vez quando a regra muda e cresce conforme as alíquotas sobem na transição. O custo financeiro usa o juro informado nas premissas.

Alertas do seu cenário

O que os números desta simulação apontam para a sua empresa.

Agenda da transição

O próximo passo

A planilha dá a direção; a decisão pede precisão. Em 30 minutos, um especialista valida suas premissas, refina o número com seus dados fiscais e desenha o plano de preço, contratos e caixa até 2033.

30 minutos, sem compromisso.
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Simulação direcional com base na EC 132/2023 e na LC 214/2025, a partir das premissas informadas. As alíquotas de referência ainda serão fixadas por resolução do Senado e recalibradas ao longo da transição; regimes específicos (combustíveis, serviços financeiros, planos de saúde, imóveis, ZFM) têm regras próprias não modeladas aqui. Este material não substitui análise fiscal individualizada.
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